A FREQUÊCIA DO AMOR

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Um casal normal, que funciona bem, deve fazer amor quantas vezes?

LOCUTOR A seguir, nosso habitual espaço “O consultório sexual da doutora Mirales”.

CONTROLE CARACTERÍSTICA CONSULTÓRIO

DOUTORA Amigas, amigos, novamente com vocês. E novamente com cartas, com mensagens de texto, até por chat estão chegando as perguntas. Claro, como de sexo se conhece pouco, então se pergunta muito. Vejamos… Vejamos uma pergunta… Esta chegou pelo celular e está gravada. Escutem…

CONTROLESICA ALEGRE

MULHER Doutora, um casal normal, que funciona bem, deve fazer amor quantas vezes? Todo dia, a cada semana, a cada mês? Explique-me bem, doutora, porque estou muito preocupada.

CONTROLESICA ALEGRE

DOUTORA Quantas vezes? É o que a amiga ouvinte quer saber. Quantas vezes deve fazer sexo um casal para considerar-se normal? Vamos ver, o que vocês dizem?… Aconselhem a esta mulher que está preocupada. (MEIA VOZ) O que não sabemos é se sua preocupação é por muito-muito ou por pouco-pouco.

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Já temos uma primeira ligação… Vejamos… Alô?

HOMEM Alô, doutora Mirales… Meus respeitos para a senhora…

DOUTORA E os meus também… Diga-me… Qual a freqüência que o senhor acha que é melhor para fazer o amor?

HOMEM Pois eu digo o mesmo que o rei Salomão: “órgão que não se usa, se atrofia”.

DOUTORA O rei Salomão disse isso?

HOMEM Não sei se foi ele quem disse, mas o praticava porque tinha um montão de mulheres. Então…

DOUTORA Então?

HOMEM Então, mandar brasa. E quanto mais gatinhas, melhor.

DOUTORA Caramba, o senhor deve ser neto desse Salomão, tão machista como ele, não é mesmo?… Enfim, voltemos à pergunta de nossa amiga ouvinte. Quantas vezes é o normal em um casal?

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Vejamos… Alô?

GAROTA Doutora Mirales?

DOUTORA Sim, a própria. E você?

GAROTA Eu sou estudante de psicologia.

DOUTORA Estupendo. E você que estudou, o que acha?

GAROTA Eu acho, doutora, que o normal é não ter norma.

DOUTORA Você pode explicar melhor?…

GAROTA Que não há uma regra fixa, doutora. Cada casal é diferente. Há casais que têm muitas relações sexuais… e levam uma vida terrível, de gritos e brigas… E outros que vivem felizes e apenas fazem sexo. Isso depende.

DOUTORA Depende do que, em sua opinião?

GAROTA De muitos fatores, doutora. Do caráter de cada pessoa, do nível de testosterona, do horário de trabalho, até do clima… Eu diria que duas ou três vezes por semana é uma média bastante frequente.

DOUTORA Assim dizem muitos livros. Duas ou três por semana.

GAROTA Mas isso não quer dizer que os que fazem amor todo dia são uns pervertidos. Nem que os que fazem uma vez por mês são frígidos ou a relação está em crise.

DOUTORA Você tem toda razão. Cada casal tem seu ritmo, cada casal é diferente…

GAROTA Sabe, outro dia li que 10 por cento dos casais não têm relações e se consideram completamente normais, e vivem felizes.

DOUTORA Parece-me, garota, que você está estudando muito bem em seu curso de psicologia. Felicito-te.

GAROTA Obrigada, doutora. Até a próxima.

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Vejamos se agora é um psicólogo… Alô?

HOMEM Um psicólogo não, doutora, mas um homem com experiência…

DOUTORA Ótimo… E segundo a sua experiência, quantas vezes? Do que depende que uns casais tenham mais sexo que outros?

HOMEM Da idade, doutora. Quando jovens, os hormônios estão alvoroçados. Os jovens estão se agarrando a cada instante, de noite e de dia, aproveitam qualquer momento a sós, no quarto, na cozinha…

DOUTORA E quando vão passando os anos?

HOMEM Quando vão passando os anos, quando baixa a pressão da panela, o amor se mantém, mas o desejo se tranquiliza…

DOUTORA O senhor também tem muita razão, sim.

HOMEM Mas o problema, doutora, não é entre um casal e outro, mas dentro do mesmo casal.

DOUTORA Ah… a que o senhor se refere?

HOMEM Que a coisa vai bem se os dois estão sintonizados. E o problema começa quando um quer mais e a outra menos. Ou ao contrário. É aí que a porca torce o rabo.

DOUTORA E seguramente era esse o problema da amiga que nos fez a pergunta pelo celular. O que fazer quando um casal tem seu ritmo sexual desajustado. Mas isso conversaremos no próximo consultório porque agora o técnico é que está ajustando e olhando o relógio. Tchau, até a próxima, pares emparelhados e pares desemparelhados!

BIBLIOGRAFÍA
Alessandra Rampolla, Sexo… ¿y ahora qué hago?, Sudamericana, Buenos Aires 2006.

A FREQUÊCIA DO AMOR

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