CONTO CONTIGO (1)

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10 dicas para aprender a contar em viva voz e com todo o corpo.

Os contos são cápsulas cheias de sabedoria, de riso, de pranto e de paz. Muitos deles têm o poder mágico de curar.

A seguir, oferecemos 10 dicas para aprender a contar contos. Dicas recolhidas em uma oficina de Narração Oral Cênica dirigida a produtores e produtoras de rádio em Amazonas, Venezuela.

Se anime a contar!

Primeira dica

Selecione um conto que você goste, que te impressione, que sinta muita vontade de contálo a alguém. Se o conto te apaixona… já tem a metade do êxito assegurado.

Segunda dica

Leia e releia o conto. Isso te ajudará a identificar as ações do mesmo. Depois, ordene mentalmente ou por escrito essas ações. Decore só os feitos relevantes, não todos os detalhes do conto.
Por exemplo, vejamos as ações do breve conto “Teu defunto e o meu”.

Um homem estava colocando flores na tumba de um parente, quando viu um chinês colocando um prato com arroz na tumba vizinha. O homem virou para o chinês e perguntou: – Desculpe senhor, mas você acredita de verdade que o defunto vai levantar para vir comer este arroz? O chinês lhe respondeu: – Sim. –De verdade? disse o homem. Ao que o chinês replicou: – Quando o seu vier cheiras as suas flores…

Ação 1 = Homem coloca flores em uma tumba.
Ação 2 = Chinês coloca arroz em tumba vizinha.
Ação 3 = Homem fala com o chinês.
Ação 4 = Chinês surpreende com sua resposta.

Se você aprende a seqüência das ações, poderá contá-lo depois com suas próprias palavras. Desta maneira, você torna o conto seu e não o repete apenas decorado. Assim, como disse o cubano Francisco Garzón Céspedes, o conto te pertence.

Terceira dica

Memorize diferentes formas de começar e de acabar o conto. Por exemplo, o clássico “era uma vez” ou “há muito tempo atrás” ou “meus avós me contaram que…” ou “como disse seu Joaquim, este conto chegou ao fim”.

No caso do chinês, poderia iniciá-lo dizendo: “Me disseram que alguém disse um homem estava colocando flores…”

Quarta dica

Visualize os personagens, quer dizer, imagine cada um e cada uma com suas características, seu modo de ser e sua aparência. Isto te ajudará na hora de escolher a voz que os identifique.
No nosso conto, o homem falará normalmente. Mas o chinês pode falar sem “erres” que é tão característico.

Quinta dica

Insira sons no conto, dê brilho com as onomatopéias que você pode fazer com tua boca. Se na narração digo: “miau”, esse som identifica o gato e na imaginação do público aparecerá um gato. Se você faz o ruído do avião “nheeeeeeeee”), as pessoas imaginarão um avião.

Também podemos dar vida a algumas palavras que queremos ressaltar.

Por exemplo:

A menina brincava alegremente com sua bola-la-la-la-la-la… (Aumentando a última sílaba da palavra “bola”, damos cor a brincadeira da menina.)

– Me contaram um conto loooooooooooooooooooooooooooooooongo… muito looooooooooooooooooooooooooongo…

– há muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitooo tempo…

Do mesmo modo, podemos cantarolar canções ou assobiar melodias.
As outras cinco dicas… vão no próximo envio!

BIBLIOGRAFÍA
Memória coletiva do grupo de produtores e produtoras de rádios comunitárias de Amazonas, Venezuela.

A arte cênica de narrar contos de Francisco Garzón Céspedes.

CONTO CONTIGO (1)

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