DE REGUETONS E BOLEROS

Este radioclip es de texto y no tiene audio grabado.

Quem tem a culpa, ele ou ela?

LOCUTOR A seguir, nosso habitual espaço “O consultório sexual da doutora Mirales”.

CONTROLE CARACTERÍSTICA CONSULTÓRIO

DOUTORA Amigas e amigos, como estão, como têm passando? Quero lhes contar que este consultório fez tanto sucesso que o diretor da rádio me autorizou uma segunda linha telefônica na cabine. Desse modo, poderei até fazer debates no programa. Mas agora, acompanhem-me se querem ouvir outro “debate”, o que está ocorrendo na cama deste casal…

CONTROLESICA SENSUAL

ELE (OFEGANTE) Vai bem, amorzinho?… Está sentindo?… Diga-me a verdade… Já não agüento… E você?… O que mais quer que eu faça, diga-me, diga, diga?

ELA O que eu quero é que você se cale… que saco!

CONTROLESICA IRÔNICA

DOUTORA Vocês se reconhecem em algum dos personagens?… Já viveram uma cena como esta alguma vez?

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Sabia que ia ter uma boa participação… Alô?

MULHER Doutora Mirales?

DOUTORA Sim…

MULHER Doutora, é como se tivesse posto um microfone debaixo de nossa cama… Ele sempre está assim, com esse afã, com esse corre-corre…

DOUTORA Como se chama o teu companheiro?

MULHER Ele se chama Bráulio, mas eu chamo de Guti-Guti.

DOUTORA Guti-Guti, não é mesmo?

MULHER Sim, doutora, mas é que ele fica tenso, começa a interrogar-me… isso tira a minha inspiração…

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Vamos ver quem é… alô?

HOMEM Sou eu, doutora, o Guti-Guti da que está falando.

DOUTORA Não me diga?… E como você a chama?

HOMEM Bom, doutora, eu fico com um pouco de vergonha… mas eu lhe digo (MEIA VOZ)… Coisinha Gostosa…

DOUTORA Ah… Então são Guti-Guti e Coisinha Gostosa… Que românticos!… Mas, pelo visto, na cama acaba o romantismo.

HOMEM Não é isso, doutora…

DOUTORA E há quanto tempo vocês têm relações?

MULHER Três meses, doutora. Mas é que este homem não sabe tratar uma mulher. Faz tudo com pressa…

HOMEM Que pressa que nada!

MULHER Ele tem a culpa, doutora. Ele já está de volta quando eu ainda estou indo…

HOMEM Ela fica como uma morta, doutora… não se acende nem com um fio elétrico…

MULHER Mas, como vou me acender se…

DOUTORA Um momento, um momento!… Para já com essa briga. Não sei por que aceitei duas linhas telefônicas nesta cabine… Tranqüilos… Não estamos aqui para encontrar culpados mais sim soluções…

HOMEM Mas, doutora, ela…

MULHER Ele, doutora…

DOUTORA Nem ele nem ela. Os dois, ouviram bem, os dois têm que mudar, ceder um pouco. Atenção, vou dar um remédio para os dois. Vamos ver se adivinham. Começa com “p”.

HOMEM ”P”… de pomada?

DOUTORA Não, senhor, nenhuma pomada…

HOMEM É que me disseram que há uma pomada chinesa…

MULHER Por acaso é “p” de passarinho… para ver se o teu aprende a voar mais alto, porque aos três minutos já aterrissou e não volta a levantar.

DOUTORA Deixem as pomadas e os passarinhos. “P” de… paciência. Um pouco de paciência para acoplar ritmos diferentes. Você está dançando reggaeton e ela dançando bolero. Assim a coisa não pode funcionar.

HOMEM E como se sincroniza o reggaeton com o bolero, doutora?

DOUTORA Primeiro, rindo do que está acontecendo com vocês.

HOMEM Rindo?

DOUTORA Claro, riam juntos. Relaxem. Se você termina antes que ela, ria. Não foi nada. E se ela não acaba nunca, ria também. Estão aprendendo a conhecer-se. Têm apenas três meses. Vocês têm que aprender a dançar juntos na cama.

MULHER Pois… faremos isso, meu Guti-Guti.

HOMEM Claro que sim, Coisinha Gostosa.

DOUTORA E eu me despeço porque senão, vamos ser testemunhas de um ato de amor virtual… Até a próxima, reggaetoneiros e boleristas!

DE REGUETONS E BOLEROS

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