A CULPA NÃO É DO PORCO

Este radioclip es de texto y no tiene audio grabado.

Elas devoram meu gato com os olhos…

LOCUTOR A seguir, nosso habitual espaço “O Consultório sexual da doutora Mirales”.

CONTROLE CARACTERÍSTICA CONSULTÓRIO

DOUTORA Amigas e amigos, como estão, como se encontram hoje? Bem, super bem? Hoje, também vamos dar as boas vindas a um casal muito desigual… Escutem esta discussão.

CONTROLESICA DE TRANSIÇÃO

BELO E o que eu posso fazer, me diga? Eu não as procuro… São elas que vêm para cima de mim.

ESPOSA Claro, porque você é tão lindo, tão maravilhoso… e elas se derretem quando te vêem.

BELO Está bem, pulei a cerca com a Matilde, admito, mas foi ela que…

ESPOSA Matilde? Você me disse que se ela se chamava Patrícia…

BELO Patrícia foi outra… Esta Matilde é… Bom, deixa isso pra lá, meu amor. Você sabe que eu só amo você…Essas não passam de aventuras passageiras…

ESPOSA Aventuras?

BELO Vem cá, meu amor, vem com teu gatão gostoso, me abraça… (BEIJO)

CONTROLESICA ROMÂNTICA

DOCTORA Escutaram? Os telefones estão na abertos. Quero saber a opinião de vocês sobre este “gostosão”…

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Alô?

VIZINHA Gostosão? Esse cara, doutora, é um descarado, um falso, um sem vergonha, grosso, bandido, galinha (APITO)…

DOUTORA Espera aí, Espera aí, garota, que vão acabar as palavras do dicionário… Diga-me uma coisa. Se está falando com tanta raiva é porque conhece bem o assunto…

VIZINHA Claro doutora, se o meu me diz a mesma coisa… que as mulheres devoram ele com os olhos e que ele, coitadinho…

DOUTORA Te diz ou te dizia?

VIZINHA Me diz, sempre vem com uma historinha nova.

DOUTORA E você acredita nas historinhas do seu gostosão?

VIZINHA Eu não acredito em nada, doutora, mas…

DOUTORA Mas, o quê?

VIZINHA O que que é vou fazer?… Ele é homem, a senhora sabe como são os homens…

DOUTORA Os homens são como são porque nós, mulheres, somos como somos… Minha avó já dizia “a culpa não é do porco, mas de quem lhe dá de comer”…

VIZINHA Que porco?

DOUTORA O suíno, o porco do seu marido… e você continua alimentando ele.

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Alô?

MECÂNICO Olha, doutora, a coisa não é tão fácil como a senhora está pintando…

DOUTORA Por que você diz isso?… Também devoram você com os olhos?

MECÂNICO Olha, doutora, vamos ser sinceros. Eu, por exemplo, estou em meu trabalho concentrado, sou mecânico, sabe?

DOUTORA Sim, e então?

MECÂNICO Então… Passa uma gatinha, com seu jeans apertadinho… e começa a puxar conversa… a paquerar…

DOUTORA E você, o que faz?

MECÂNICO É isso que eu estou dizendo, doutora, o que se pode fazer? A carne é fraca, como disse Jesus Cristo…

DOUTORA Deixa Jesus Cristo e a carne fora disso, até porque a carne está muito cara ultimamente.

MECÂNICO As mulheres têm a culpa, doutora. Elas são as que provocam…

DOUTORA Sério?… Quer dizer que seu carro não tem freio.

MECÂNICO Não entendi, doutora.

DOUTORA Quero dizer que se você está dirigindo um carro e passa uma pessoa na sua frente, você não consegue frear? Claro que pode. Então, se passa uma mulher por você, você pode pôr o pé no freio, frear ela e dizer: segue teu caminho, minha filha, que estou ocupado.

EFEITO TELEFONE

DOUTORA Mas em uma coisa este amigo tem razão. As culpadas muitas vezes somos nós mesmas, mas não as garotas que paqueram, mas sim as esposas, as companheiras, que permitem o machismo destes mulherengos… Alô?

MULHER 2 Doutora?… Eu já perdoei muitas vezes meu marido, mas ele continua de galinhagem por aí…Desculpe-me a palavra…

DOUTORA A palavra está desculpada. O que não desculpo é que você continua perdoando e aguentando este homem…Essa é uma situação muito humilhante para uma mulher.

MULHER 2 E o que é que eu faço, doutora?

DOUTORA Como “o que é que eu faço”? Se dê o respeito. Isso se resolve com uma palavra. Sabe qual? “Acabou”. Tchau, idiota, sorte para você.

MULHER 2 Mas, doutora…

DOUTORA Mas nada, porque o que acabou para mim é o tempo do programa. Então, até a próxima, amigas e amigos!

BIBLIOGRAFÍA
Aloyma Ravelo, 40 preguntas sobre sexo, Federación de Mujeres Cubanas, Editorial La Mujer, La Habana 2009.

A CULPA NÃO É DO PORCO

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