E OS TECNICISMOS?

Este radioclip es de texto y no tiene audio grabado.

… Sempre e quando se explique com outras palavras mais simples.

Quando os agrônomos, psicólogas, advogados, ou economistas falam pelo rádio, imaginam-se diante de colegas e utilizam sem pudor os jargões técnicos de sua profissão.

É esperado um crash sem precedentes na queda do Dow. As oscilações que mostram os índices das bolsas norte-americanas são o estertor de sua agonia.

Quem já deve estar agonizando são os ouvintes, que não entendem de que raios estão falando.

Tudo bem que os profissionais, quando se juntam entre eles, empreguem a linguagem que lhes seja mais prática. Mas pelo rádio esse palavreado está proibido. Quase ninguém vai entendê-lo. Quase todos os ouvintes se sentiram humilhados frente a um discurso incompreensível para eles.

O que fazer, então? Eliminar as palavras técnicas da linguagem radiofônica? Não, porque a gente comum também deve conhecê-las. É importante que o povo se aproprie de novos conceitos que, embora não os use em sua vida cotidiana, servirá para ampliar seu vocabulário e até defender-se diante de situações difíceis.

Os cidadãos e cidadãs têm que conhecer o significado de palavras como indexação do salário… propriedade intelectual… megadiversidade… transgênicos… hábeas corpus… software livre…

Todas as palavras técnicas podem ser utilizadas no rádio sempre e quando se expliquem com outras palavras mais simples. Por exemplo, suponhamos que uma empresa de chocolates está fazendo essa prática comercial desleal conhecida como dumping.

E que faz esta empresa de chocolates? O que se conhece como dumping, isto é, baixa artificialmente seus preços para falir as outras empresas menores. Ao final, ficará com todo o mercado e, já sem concorrência, colocará os preços nas nuvens.

Com essa pequena explicação, os ouvintes compreenderão melhor em que consiste o chamado dumping. Assim estaremos divulgando conceitos técnicos e científicos.

Agora bem, a ciência entra com paciência. Não pensemos que basta explicar o tecnicismo uma vez e logo soltá-lo sem mais nem menos nos dias seguintes. No rádio, como na roça, é preciso voltar e voltar novamente. Deve-se repetir o significado das palavras difíceis. Do contrário, poderia acontecer conosco o que ocorreu com o teólogo Hans Küng quando visito Manágua e palestrou longamente sobre os paradigmas quebrados. Uma velhinha entrevistada pela Rádio La Primerísima disse que havia adorado a palestra do padre estrangeiro. Que só não entendeu o assunto dos pára-brisas. Em que esquina teriam se chocado tantos carros?

E OS TECNICISMOS?

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