PAIXÃO NA FORMAÇÃO! (3)

Este radioclip es de texto y no tiene audio grabado.

Segue a série de clips para não perder a paixão na formação. Nesta entrega, a pedagogia humorística e a flexível.

Se no radioclip anterior conversamos sobre a necessidade de problematizar e empregar um estilo popular, agora conversaremos sobre duas pedagogias que também te ajudarão muito no trabalho de formação.

▪ Pedagogia humorística

O melhor sinal de que as pessoas estão aprendendo em uma oficina é vê-los rir.

O formativo, desafortunadamente, se associa ao aborrecido. O mesmo acontece com o educativo. As pessoas não sintonizarão nunca uma rádio com um slogan que diga “Sua emissora educativa”. De imediato pensarão que terá um velho professor lendo uma lição.

Nas nossas capacitações temos que fugir do tom de sermão, dessas palestras chatas sem sal nem pimenta, desses conceitos abstratos e distantes que não estimulam a imaginação.

Sem chegar a converter a oficina em um circo, devemos fazer malabarismos com as palavras, procurar que as pessoas relaxem usando o humor.

Não faz falta ser um bom contador de histórias, é suficiente narrar, contar piadas, feitos divertidos, rir das pequenas situações que ocorrem na própria oficina. Use também metáforas, acrósticos, relacione os processos com exemplos familiares como o modo de preparar um prato de comida… invente!

Um conceito será mais difícil de lembrar se o definirmos que se usamos uma historieta ou algo divertido para compartilhá-lo.

Nossos melhores formadores têm sido sempre nossas avós e avôs que, com um amplo sorriso em seus lábios, nos contaram histórias que até agora nos lembramos. Aprendamos com eles!

Divirta-se dando a oficina. Se quem conduz não se diverte, dificilmente transmitirá bem aos participantes. E se não a transmitem bem, não terá uma boa aprendizagem.

▪ Pedagogia flexível

A rotina é má conselheira em amores e em oficinas. Por isso, quando for dar uma nova oficina não confie no que preparaste na oficina anterior.

Tem que inventar. Tem que desafiar a imaginação frente a cada novo desafio pedagógico. Não repita em nenhuma oficina a mesma metodologia porque cada grupo é diferente.

Os modelos formativos de hoje não serão os de amanhã. O que nos serve em uma oficina na serra do Peru é impossível que funcione com os agitados dominicanos.

A formação e, sobretudo, as metodologias para ensinar, devem estar em constante evolução. Qualidade fundamental para quem ensina é a flexibilidade, porque não é o grupo que tem que se adaptar ao condutor da oficina, mas sim o contrário.

Ainda que tenha uma estrutura dos conteúdos e exercícios que você vai desenvolver, a revise sempre diante de um novo grupo. E mais, deve reformular a noite do primeiro dia em função das pessoas concretas com as que vai trabalhar.

Inclusive durante o curso terá que mudar a dinâmica da capacitação. Temos que estar muito atentos e saber ler os sinais que o grupo nos manda.

Mais tipos pedagógicos no próximo radioclip… e você será um formador ou uma capacitadora com muita paixão!

PAIXÃO NA FORMAÇÃO! (3)

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