VOZES, CONSELHOS E AÇÃO (2)

Este radioclip es de texto y no tiene audio grabado.

12 conselhos para dirigir a gravação de dramatizações. Aqui vão os 6 restantes.

Com os 6 conselhos anteriores já está quase pronto para entrar na cabine de gravação. E com estes outros 6 poderá dar vida a tuas cenas.

7. DIREÇÃO

Muitas vezes, o diretor é visto como um tirano, alguém que ao levantar o dedo põe a tropa em posição de sentido.

Nada disso. O diretor ou diretora motiva e inspira os atores para que estes encontrem uma proposta original que lhes dê vida a seus personagens. Para que os caracterize o melhor possível.

Um bom diretor escuta as opiniões de atores e atrizes. E se são boas, as aceita.

8. A COMPLICIDADE ENTRECNICO E DIRETOR

São aliados, companheiros na aventura da gravação.

Enquanto a diretora ou o diretor estão preocupados com a interpretação dos atores e atrizes, com os sentimentos que podem chegar a transmitir os personagens, o técnico estará muito atento aos níveis de gravação, para que a mesma não se suje com batidas nos microfones, com os ruídos externos e cooperando também com a correta pronúncia das palavras.

A final, o técnico ou técnica é quem fará a edição e montagem. Portanto, não deve duvidar nem por um instante em sugerir ao diretor que faça repetir uma cena quantas vezes seja necessário.

9. OS PLANOS

Não grave tudo em primeiro plano. Soa muito linear. Lembre-se que também está o segundo e o terceiro plano. Estes dão profundidade e distância dos personagens.

EXEMPLO: Imagine uma cena onde um jovem cai em um poço e chega o bombeiro. Como ouviríamos isso no rádio?

Vejamos. Diga ao jovem que dê dois passos para trás do microfone e que projete sua voz. Depois, a essa voz acrescente uma reverberação (rever) para dar a sensação de profundidade do poço.

JOVEM (3ER PLANO, GRITANDO) Socorro, ajudem-me, por favor!

BOMBEIRO (1ER PLANO) Calma, vamos tirar você daí!

JOVEM (3ER PLANO, GRITANDO) Está muito escuro!… Tenho medo!

Os planos são estudados desde a criação do libreto: quem entra de terceiro a primeiro plano, de que distancia grita, a que distância estarão os sons de fundo… Tudo isto ajuda o técnico a orientar os microfones.

A melhor forma de ajustar os planos é com os fones de ouvido. Escutando bem, saberá a distância que precisará.

10. VIDA ÀS CENAS

Na cena de uma festa participam vários elementos: música, murmúrios, gritos, risadas, copos e os textos dos personagens.

Sempre deve buscar a naturalidade nas cenas. Para tanto, grave-as como se tudo ocorresse de verdade. Na cena que ouvirá a seguir, nós dispúnhamos de todos os elementos na cabina.

EXEMPLO

Uma cena assim já está pronta para ser transmitida. Além disso, economizamos o tempo do técnico e não temos que andar procurando nos efeitos sonoros enlatados para fazer as mesclas.

Se se tratar de uma briga, não duvide em pedir aos atores que forcem um pouco na cabine, que derrubem cadeiras… Esses golpes e ruídos tornam a cela mais picante. Mas não chegue ao extremo de meter uma vaca no estúdio para gravar o processo de ordenha!

Certamente, para prever todos os elementos que precisamos na gravação, o diretor entregará antes ao técnico os libretos para que este dê o seu visto.

11. LOCUTOR E LOCUTORA

Esqueça das locuções “comerciais” que são frias, sem sabor, sem cor, que pretendem um sotaque neutro, como se o público não tivesse sentimentos. Até o texto mais rígido, com uma entonação natural, coloquial, pode se converter em música para os ouvidos.

Lembre-se de sublinhar as palavras difíceis e pedir aos atores que se esforcem em vocalizá-las bem.

Nos programas dramatizados, as locutoras e locutores devem ser “narradores”, como pintores que pintam as frases com diferentes matizes, para hipnotizar aos ouvintes, para cativá-los.

A questão é dar intenção ao que se lê, com boa modulação e respeitando os sinais de pontuação.

12. SEM FRICATEIOS

Venezuela se escreve com V curto, mas se pronuncia em espanhol com B alta. Também os “vallenatos” se escreve com V curto e se pronuncia em espanhol com B alta, como as crias das baleias.

Mas então, por que locutores e cantores se empenham em distinguir estas duas letras? Talvez se sentem importantes ao fazê-lo. Ou por acaso, como no francês, inglês e português se distinguem estes sons, pensam que o mesmo deveria ocorrer em espanhol.

Equivocam-se. Nem na Espanha nem em nenhum país da América Latina é preciso distinguir o V do B. Ambos se pronunciam da mesma maneira, como B.

Agora sim, locutores e locutoras, entremos na cabine com alegria e entusiasmo.

Uma boa direção dará como resultado cenas mais vivas, locuções que tocam a alma e uma audiência mais fiel.

Êxito, colegas!

VOZES, CONSELHOS E AÇÃO (2)

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