FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA

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Reportagem para manter viva a memória da mobilização de Oaxaca em 2006.

No Estado mexicano de Oaxaca convivem 16 povos indígenas. É uma das zonas com maior diversidade cultural e recursos naturais de todo México, embora isso não evite os altos níveis de pobreza e marginalização em que vive grande parte de seus habitantes.

Oaxaca é, também por isso, um claro exemplo de organização cívica em defesa de seus direitos.

Em maio de 2006, os representantes do magistério fizeram um plantão para reclamar melhoras na educação do Estado.

Em 14 de junho, quando a mobilização ainda não tinha cumprido um mês, o criminoso governador de Oaxaca, Ulises Ruiz Ortiz, autorizou a polícia para que dispersasse o protesto a força.

Centenas de fardados atacaram com gases lacrimogêneos, balas de borracha e extrema violência. Mas os professores e professoras mobilizados resistiram com paus e pedras. A eles se uniram outras organizações que formaram a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO).

O protesto se estendia e a violência foi ao extremo. Patrulhas parapoliciais atacaram os líderes, fecharam meios de comunicação, violaram mulheres.

Em novembro, uma marcha pacífica terminou com mortos, feridos e grande quantidade de detidos, que logo foram torturados.

2006 marcou um antes e um depois na história de Oaxaca. Fundação da Memória é uma reportagem que mantém viva a memória daqueles eventos para que não sejam somente lembranças com a tergiversada versão que as autoridades mexicanas apresentaram.

Esta reportagem, realizada por Griselda Sánchez, ganhou o primeiro lugar na categoria de radioreportagem na Sétima Bienal internacional de Rádio, celebrada em 2008.

Ouça cinco minutos desta produção que pode ser baixada completa da Radioteca.

BIBLIOGRAFÍA
Direção e roteiro: Griselda Sánchez. Técnico de Áudio: César Aguirre. Locutores: Edmundo Valdéz e Estrella Sori

FUNDAÇÃO DA MEMÓRIA

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